Um estudo sobre a partícula "on" na palabra "famillionär" RUPOLO Héctor Não vou afirmar que os textos ferudinos são inagotáveis; não obstante o fato de que hoje voltamos sobre o famoso chiste de Heine "familionário"e possamos encontrar com uma nova pregunta, deixa- nos a sensação de renovar a dívida tanto com Freud como com Lacan.(1) " e meu colega não deve de nenhuma forma jantar com os serventes, ele deverá se sentar ao meu lado na mesa", e que me castigue Deus, senhor doutor, senão lhe digo a pura verdade "estive sentado com Salomão Rothschild, e ele me tratou completamente como um igual, completamente familionário". familionário é a tradução ao espanhol que fazemos concordar com o neologismo alemão criada por Heinrich Heine em seus <<Reisebilder>>, cadernos de viagem. "Rothschild me tratou como a um dos seus, por inteiro familiarmente" ou seja como o faz um milionário". Estas duas frases ficam apertadas pela condensação no produto final que é o chiste, processo que poderia ser expressado por um dos três gráficos que realiza Freud no seu livro: (2)
Famili är Milionär -------- familionär
(3) em outro dos gráficos freudiano se amostra como a segunda frase quase desaparece, e fica como representante dela a palavra "milionar", que ira a se embutir na palavra "familiar" Rothschild me tratou em forma completamente famili on är (mili) / \ (är)
Heinrich Heine A mãe de Heine provinha duma família bem instalada e inteletual, entanto que seu pai era de origem comum. O nome de seu avô paterno era Chajjin Bckerburg. Dado que os judeus do século XVIII não levavam sobrenome, Buckerburg era o nome da cidade na qual moravam.
Chajjin teve um segundo matrimônio com a filha de Meyer Simson Popert, rico mercador de Altona. O segundo filho deste é Salomão, o tio de Heinrich, quem joga um papel tão importante na sua história. Sua mãe se chamava Betty, e tinha um plano para seu filho primogênito que foi modificado com o percorrer dos anos. Primeiro fantaseava com que fora um general da corte napoleônica, fascinada pelas melhoras que trouxe para os judeus a invasão de Düsseldorff, cidade na qual moravam. Quando a idealização por Napoleão decai, Betty pretende que seu filho tenha poder por meio do dinheiro. O ideal de referência é o meio-irmão do pai, salomão Heine. Quando Heinrich mostra que é tão ineto para uma coisa como para a outra, trata de convertê-lo em um dos jurisconsultos mais importantes do mundo. A todo isto, o pai de Heine gostava de fazer citas em versos e filosofar. Betty desprezava dita atividade, ao extremo de lhe proibir a Heinrich a leitura e a versificação. Betty definia a um poeta como ..."um pobre diabo que faz versos por umas moedas e sempre morre no asilo". A metáfora <<familiär>> e sua eficácia Ordenemos os significantes que operam no engendramento deste neologismo, com a fórmula da metáfora. Localizamos a <<Familionär>> como significante que está por cima da barra na parte esquerda da fórmula da metáfora. Por outro lado <<Milionär>> é o significante que se escuta preponderantemente no chiste <<Milionär>> está no mesmo nível que <<familionär>>, e dizer por cima da barra mas agora na parte direita da fórmula. O significante que passa baixo a barra, é o reprimido, em este caso a palavra <<familiär>>. Vejamos como fica a fórmula:
familionär milionär _________ _______ familiär x
Então, <<familionär>> é o significante sustitutivo de <<familiär>> na medida em que <<milionär e militär>> empurram da série metonímica <<familiär- militär- milionär>> à palavra <<familiär>> debaixo da barra. O que quer dizer que o <<familiär>> fique debaixo da barra? Que outra coisa pode querer dizer que o poeta Heinrich Heine logra se despegar, senão totalmente, ao menos em parte, de sua história familiar, escrevendo?
Produz este <<familionär>> na escrita, escreve os <<Reisebilder>> e sua história deixa de ser uma história familiar, antecipo da metáfora, é a história de Hirsch- Hyacinth com Salomão Rothschild, não é a história dele com seu tio. Este desejo da mãe de que ele seja famoso, fames, -fome, é uma constante na sua vida; sem embargo, com este desejo da mãe ele faz algo, realmente chega ser famoso, mas, de que forma é famoso?, fazendo passar o familiar debaixo da barra, é dizer, ficando o familiar reprimido. Não é Heinrich Heine quem produz este chiste que se faz famoso, senão que esta formação neológica, este chiste é o que produz a Heinrich Heine como poeta, fazendo que o <<familiär>> fique reprimido por baixo da barra. A partícula "on" Muitas vezes nos perguntamos por quê Freud fazia a seguinte separação no gráfico que já citamos anteriormente: Famili on är (mili)/ \ (är)
Por quê aparece esta separação da partícula on? Vejamos o que Freud nos diz: "... Esta é então constringida a desaparecer, entanto seu componente mais importante, a palavra <<Milionär>> que foi capaz de se revelar contra essa sufocação, é introduzida a pressão..." destaquemos as expressões de Freud: sufocação, introduzida a pressão. Por meio desta partícula "on" algo se revela contra o ser sufocado, mas ao mesmo tempo algo ali se revela da ordem da estrutura. O <<milionär>>poderia ter sido sufocado pelo <<familiär>> mas por uma rebelião que poderíamos focalizar nestas letras "on", algo passa, e nos revela a estrutura deste significante <<familionär>>. A partícula "on" que passa integrar a palavra <<familionär>> é a mesma partícula final da palavra Salomão* , de Salomão Rothschild, a personagem do chiste. Agora bem, não podemos esquecer que esta personagem está ali só para substituir a quem foi o tio de Heine, Salomão Heine, com quem Heinrich teve uma relação de filho a pai. Salomão Heine era quem mantinha a Heinrich, dava- lhe dinheiro para viver, o rico, o rico milionário, de quem Heinrich Heine espera uma mulher, uma de suas filhas, este era o <<milionär>>.
Para findar vamos arriscar a seguinte pregunta: É possível que a produção deste significante <<familionär>> permita- nos localizar ali algo do "Nome do pai" para Heine, em virtude de essa partícula "on" em tanto que terminação de Salomão, que é a forma de terminar com Salomão, mas não só de Salomão, seu tio, senão também seu pai que se chamava Simson.
Héctor Rupolo
* Salomão, em espanhol Salomón (terminação em "on") |