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Notes de lecture
PORTUGAIS
Em minha opinião o texto se inclui no tema 2 - o inconsciente é
estruturado como uma linguagem pela aproximação com os temas
abordados, alíngua, "há do Um"
Retomando o Seminário 19, as conferencias sobre " O saber
do analista" e o Seminário sobre os Nomes do Pai o autor faz
uma distinção entre o " há do Um" e a posição
da "alíngua". Neste sentido o "há do Um"
circunscreve um "campo original, determinado como efeito de um significante
totalmente só, que opera separando-se da ordem de sucessão
da cadeia significante". Supondo a existência de um significante
sem predicação abre-se a possibilidade de se pensar um campo
cuja sustentação não está do lado do Outro.
Este campo não tem os mesmos mecanismos do inconsciente, habitualmente
conhecidos, da metáfora, metonímia. Do Um se diz que é
o que surge subitamente em um campo indeterminado, desta forma, carente
de significação, sem referente, nem par, fica aberto a todos
os sentidos possíveis.
Desta forma para o autor o que há de comum entre "alíngua"
e o "há do Um" é que ambos se encontram no registro
do real por suas peculiaridades da ausência de referência
à dimensão temporal da não antecipação,
no entanto, embora ambos sejam definidos no nível do Um eles se
separam de toda ordenação. O "Um gira em círculo
sem contar-se e é cortado de toda ordenação, ainda
que, pela ausência de ordem, fique fora do encadeamento propiciador
da gramática" e da significação, enquanto na
"alíngua o sentido flui copiosamente. No registro do real,
ao qual "alíngua" está referida é onde
se apresentam a "atitude do corpo para receber as marcas que gozo
proporcionadas pelo Outro materno, possibilidade de configurar algo a
partir dos avatares mais ou menos ritmados do funcionamento do corpo próprio".
É na dimensão da "alíngua" que podemos
pensar a possibilidade que a criança tem de aceder à linguagem,
fazer-se falante antes mesmo de possuir uma língua em particular.
No entanto, o momento do surgimento do sujeito seria só depois
de "alíngua" cessar de se escrever, enfim, é só
após ser moldada e domesticada na língua que a criança
poderá aceder a um simbólico articulado, a uma língua
particular. O autor se refere ao acesso a um Um, que não é
um Um indiviso, mas embora sendo uma "verdadeira ilusão de
universo", em que o macho tudo acredita, há um momento em
que no discurso concreto ele encarna o significante mestre(S1), tendo
como efeito a possibilidade de existência da linguagem, função
do Simbólico.
O autor concebe o Um de três formas:
a.. Há o Um: Um que se unifica constituindo o corpo da linguagem,
aparência de unidade que permite aos falantes supor a existência
de um universo de discurso.
b.. Há o Um único: que em sua exterioridade sustenta o
"todismo" (todo) do Um da linguagem. Neste sentido, temos a
função do pai que mesmo sustentada sob a forma do semblante
contrasta com a dimensão do que falta e abre para a dimensão
do gozo
C.. Há um Um qualquer: considerado como vazio puro. Forma em que
se coloca como significante um no discurso do mestre onde o imperativo
S1, suporte do sujeito, pode ser qualquer significante, todos ao mesmo
tempo e nenhum. O significante mestre na posição de agente
põe relevo na função do Simbólico na alternância
com o Outro, com o significante que o habita, o S2.
Concluindo, o autor ressalta momento em que um acontecimento faz com que
um significante passa a representar o sujeito para outro significante
para que de seu ser reste só o objeto a. É então
a instauração dessa divisão significante e da lógica
que se produz com seu encadeamento que o "há do Um" pode
cessar de se escrever, embora "alíngua" seja como um
mesmo refrão que se repete que poderá sempre colar-se e
assim, surgir como um real, vinculado com o que é o "campo
de inscrição do significante e a sede de toda marca de gozo:
o corpo".
Opinião pessoal:
Há possíveis articulações do tema com o os
fenômenos psicóticos e com os fenômenos psicossomáticos.
FRANÇAIS
A mon avis le texte s'inclut dans le thème 2 - l'inconscient est
structuré comme un langage par l'approximation des thèmes
abordés, lalangue, "il y a de l'Un".
Reprenant le Séminaire 19, les causeries sur " Le savoir
de l'analyste " et le Séminaire sur les Noms du Père,
l'auteur fait une distinction entre" l'il y a de l'Un" et la
position de "lalangue". Dans ce sens " l'il y a de l'Un
circonscrit un champ original, déterminé comme effet d'un
"signifiant totalement seul", que opère en se séparant
de l'ordre de succession de la chaîne signifiant. Supposant l'existence
d'un signifiant sans prédication on ouvre la possibilité
de penser un champ dont la sustentation n'est pas du côté
de l'Autre. Ce champ n'a pas les mêmes mécanismes de l'inconscient,
habituellement connus, de la métaphore et métonymie. De
l'Un on dit que c'est ce qui surgit de façon subite dans un champ
indéterminé, de cette forme, sans signification, sans référent,
ni paire, reste ouvert à tous les sens possibles.
De cette forme ce qui a de commum pour l'auteur, entre "lalangue"
et "l'il y a de l'Un" c'est que tous les deux se trouvent au
registre du réel parleurs péculiarités, la référence
à la dimension temporelle d'inanticipation, cependant, quoique
tous les deux soient définis au niveau de l'Un ils se séparent
de toute ordénation. Le Un qui tourne en rond sans se conter et
coupé de toute ordénation , même si, par l'absence
d'ordre, il reste en dehors de l'enchaînement propitiateur de la
grammaire et de lasignification, tandis que dans la "lalangue le
sens jaillit copieusement". Dans le registre du réel, auquel
"lalangue" est référée c'est où
se place "l'aptitude du corps pour recevoir les traces de jouissance
que fournit l'Autre maternel ainsi que la possibilité de configurer
quelque chose d'après les avatars plus ou moins rythmés
du fonctionnement du propre corps".
C'est dans la dimension de "lalangue" que nous pouvons penser
la possibilité que l'enfant a à accéder au langage,
se faire parlant avant même de posséder une langue particulière.
Cependant, le moment auquel le sujet surgit serait seulement après
que "lalangue" cesse de s'escrire, enfin, c'est seulement après
"lalangue" être moulée et apprivoisée dans
la langue que l'enfant pourra accéder à un symbolique articulé,
à une langue particulière. L'auteur se réfère
à l'accès à un Un, qui n'est pas un Un indivisible,
mais étant même une véritable illusion de l'univers
que le mâle croit tout, il y a un moment dans le discours concret
qu'il incarne le signifiant maître(S1), ayant pour effet la possibilité
d'existence du langage, fonction du Symbolique.
L'auteur conçoit le Un de trois formes:
- Il y a l'Un: Un qui s'unifie constituant le corps du langage, apparence
d'unité qui permet aux parlants de supposer l'existence d'un univers
de discours.
- Il y a l'Un unique : qui dans son extériorité soutient
le "toutisme" de l'Un du langage. Dans ce sens, nous avons la
fonction du père bien que soutenue sous la forme du semblant contraste
avec la dimension de ce qui manque et ouvre une dimension de la jouissance.
- Il y a l'Un quelconque: considéré comme un vide pur. Forme
dans laquelle il se présente comme signifiant Un dans le discours
du maître onde l'impératif S1, support du sujet, peut être
un quelconque signifiant, tous en même temps et aucun. Le signifiant
maître dans la position d'agent met du relief dans la fonction du
Symbolique dans l'alternance avec l'Autre, le signifiant qui l'habite,
S2.
Concluant, l'auteur met l'accent sur le moment où un événement
a comme effet qu'un sgnifiant passe à représenter le sujet
par un autre signifiant pour que de son être ne reste que l'objet
a . C'est alors l'instauration de cette division signifiant et de la logique
avec laquelle se produit son enchaînement, pour que " l'il
y a de l'Un " peut cesser de s'écrire, quoique "lalangue"
soit comme un même refrain que se répète, que pourra
toujours s' infiltrer et alors surgir comme un réel, vinculé
avec ce qui est le "champ d'inscription dusignifiant et le siège
de toute trace de jouissance: le corps".
Opinion personelle:
J'ai pensé qu' il y a possibles relations du thème avec
les phénomènes psychotiques et avec les phénomènes
psychosomatiques.
ESPAGNOL
En mi opinión, el texto se inscribe en el tema 2 - Lo inconsciente
está estructurado como un lenguaje por la aproximación con
los temas abordados : "lalengua" y "hay de lo Uno".
Retomándose el Seminario 19, las charlas sobre "El saber
del analista" y el Seminario sobre los Nombres del Padre, el autor
haz una distinción entre el "hay de lo Uno" y la posición
de "lalengua". En este sentido, el "hay de lo Uno"
circunscribe un campo original, determinado como efecto de un significante
totalmente solo, que opera separándose del orden sucesivo de la
cadena significante. Si suponemos la existencia de un significante sin
predicación, se abre la posibilidad de pensar un campo cuyo sostenimiento
no está del lado de lo Otro. Este campo no tiene los mismos mecanismos
de lo inconsciente habitualmente conocidos, la metáfora y la metonimia.
Del "hay de lo Uno" se dice que es lo que surge súbitamente
en un campo indeterminado, y, de esta forma, carente de significación,
sin referente ni par, se queda abierto a todos los sentidos posibles.
Así, para el autor, lo que hay de común entre "lalengua"
y el "hay de lo Uno" es que ambos se encuentran en el registro
de lo real por sus peculiaridades da referencia a la dimensión
temporal de la no anticipación. Con todo, aunque ambos son definidos
al nivel del Uno, ellos se separan de toda ordenación. El Uno "gira
en redondo sin contarse y cortado de toda ordenación aunque, por
la ausencia de orden, quede fuera del encadenamiento propiciador de gramática"
y da significación, mientras que en "lalengua" "el
sentido fluye copiosamente". Es en el registro de lo real, al cual
está referida "lalengua", donde se presentan la "aptitud
del cuerpo para recibir las marcas de goce que proporciona el Otro materno,
como la posibilidad de configurar algo a partir de los avatares más
o menos ritmados del funcionamiento del cuerpo propio". Es en la
dimensíon de "lalengua" que podemos pensar la posibilidad
de que el niño tiene que acceder al lenguaje, hacerse hablante
aun antes de poseer una lengua en particular. Con todo, el momento del
surgimiento del sujeto se daría tan sólo después
de que cesara de escribirse "lalengua", enfin, y solamente después
de moldeada y domesticada ésta en la lengua es que podrá
el niño acceder a un simbólico articulado, a una lengua
particular. El autor se refiere al acceso a un Uno, que no es un Uno indiviso,
pero aunque siendo una "verdadera ilusión de universo",
en que el macho todo lo cree, hay un momento en que en el discurso concreto
él encarna el significante amo (S1), que tiene como efecto la posibilidad
de existencia del lenguaje, función de lo Simbólico.
El autor concibe el Uno de tres formas:
- Hay el Uno: Uno que se unifica constituyendo el cuerpo del lenguaje,
apariencia de unidad que permite a los hablantes suponer la existencia
de un universo de discurso.
- Hay el Uno único: que en su exterioridad sostiene el "todismo"
(todo) del Uno del lenguaje. En este sentido, tenemos la función
del padre que aunque sostenida bajo la forma del semblante, contrasta
con la dimensión de lo que falta y abre para la dimensión
del goce.
- Hay el Uno cualquiera: considerado como vacío puro. Forma en
que se coloca como significante Uno en el discurso del amo, donde el imperativo
S1, soporte del sujeto, puede ser cualquier significante, todos al mismo
tiempo y ninguno en particular. El significante amo en la posición
de agente pone de relieve la función de lo Simbólico en
la alternancia con el Otro, con el significante que lo habita, el S2.
Por fin, el autor resalta el momento en que un acontecimiento haz con
que un significante pasa a representar el sujeto para otro significante,
para que de su ser reste solamente el objeto "a". Es, por tanto,
de la instauración de esa división significante y de la
lógica con que se produce el encadenamiento, que el "hay de
lo Uno" puede cesar de escribirse, aunque "lalengua" sea
como un mismo refrán que se repite, que podrá siempre colarse
y, de esta forma, surgir como un real, vinculado con lo que es el "campo
de inscripción de lo Significante y sede de toda marca de goce:
el cuerpo".
Opinión personal:
Articulaciones del tema con los fenómenos psicóticos y con
los fenómenos psicosomáticos.
lecture deANA LÚCIA BASTOS FALCÃO, Intersecção
Psicanalítica do Brasil
Le texte de Alberto Franco est un travail très intéressant
qui interroge les articulations de Lacan sur le Y a de l'Un, dans Ou pire,
le savoir du psychanalyste, l'Etourdit, etc. Il s'agit de savoir de quoi
on parle quand Lacan dit " Y a de l'Un ".
Le thème est passionnant. Et je crois que Lacan nous a laissés,
dans ses textes et ses séminaires, des éléments pour
que chacun puisse les travailler, fût-ce avec des difficultés.
Je remercie Alberto Franco de l'opportunité qu'il m'a donné,
grâce à son travail, de me mettre à jour avec une
articulation aussi essentielle que difficile.
Comme nous le rappelle en effet l'auteur, la distinction s'impose entre
l'Un et l'individu, que les langues française et espagnole permettent
d'entendre comme un refus ou dénégation de la nature divisée
du sujet.
Il y a dans son texte le rappel que c'est un signifiant homologable avec
le S1, un signifiant qui divise.
Nous questionnons par contre un supposé qui semble soutenir sa
lecture et qui pourrait être résumé à l'absence
de prise en compte du lien dialectique entre l'Un et l'Autre, condition
du discours : cette difficulté l'amène à affirmer,
par exemple que l'Un peut être unique, ou seul ; qu'il constitue
l'Univers du discours, sans rapport avec l'Autre, qu'il se soutient coupé
de toute ordination.
Ces affirmations s'éloignent de résultats obtenus déjà
par le Parménide et plus tard par Frege sur la fonction de l'Un
en tant qu'ordinal. Lacan les reprend et la nouveauté que représente
son dire tient essentiellement à ce que l'Un s'inscrit dans le
champ de la psychanalyse comme le support de l'identification . La réflexion
à proprement parler sur l'Un n'est pas aussi nouvelle que l'auteur
veut bien l'affirmer. La fonction de l'Un par le trait unaire est fondatrice
de l'identification primaire, et le passage arithmétique du zéro
à Un est analysé par Lacan comme rendant possible dans la
structure la fonction du sujet. Par ailleurs, son enseignement souligne
que " l'Un ne va pas sans l'Autre ", socle aux formules de la
sexuation, et aux mathèmes des discours.
Il en va de même pour la distinction fondamentale entre l'Un comptable
et arithmétique, et l'un Unifiant. Les confondre peut mener à
des contresens, comme celui de concevoir le Un comme corps de la langue,
ou univers du discours, qui seraient à rapprocher au lieu de l'A.
Nous accordons avec l'auteur sur le rapport à faire entre le Un
et le Nom du père, mais nous aimerions qu'il précise sa
pensée quand il dit que :
Cette forme d'Un est absolument assimilable à ce que nous
pourrions appeler fonction père et, même quand elle se
soutient à peine sous la forme de semblant, elle indique, par
contraste, la dimension de ce qui manque tout en ouvrant l'illusion
d'une jouissance sans espoir.
Par illusion d'une jouissance sans espoir, veut-il dire que la jouissance
phallique est limitée et non pas absolue?
Ou parle t-il de la jouissance supposée à ", "
il existe Un qui dit non à la castration " , où la
distinction serait à faire entre cette supposition fondée
sur l'exception, et l'illusion ?
Pourquoi sinon parler d'une jouissance sans espoir, alors que " cette
fonction père " légitime l'accès au désir
et à la jouissance, en inscrivant le sujet comme un Un comptable
dans la filiation ?
lecture de Virginia Hasenbalg
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